Segundo o blog da Lucia Malla (que é muito bacana, aliás) ontem foi o Dia Internacional da Fotografia. Como ela mesma ressalta, “uma data obscura, escolhida por sei-lá-quem, pouco conhecida e raramente celebrada - apesar da abrangência da fotografia em todas as esferas de nosso mundo atual.” Quando o assunto é surfe, então, essa esfera fica ainda maior.
O surfe moderno cresceu acompanhado da fotografia e dos filmes. É um esporte de registro, por excelência. O próprio aparecimento de alguns californianos na primeira página de um jornal, dropando uma onda enorme, foi o motor propulsor do êxodo para o Hawaii ocorrido nos anos 50. Da mesma forma, o filme Gidget atuou como grande responsável pelo crowd sem limites e a mega-popularização do surfe no início dos anos 60. É desta época também que vem alguns dos primeiros registros fotográficos do surfe, feitos por fotógrafos como John “Doc” Ball, registrando em película um estilo e uma forma de vida que funcionaria como padrão e referência por muitos e muitos anos. Some-se a isso a emoção de registrar um momento único, com todas as dificuldades envolvidas. A fotografia de surfe é complexa e difícil. Qualquer pessoa pode ter como lembrança uma bela foto jogando bola ou andando de skate, basta que alguém aperte o botão na hora certa. Mas quantas possuem uma foto sobre a prancha, descendo uma onda ou mandando uma manobra?
No Brasil, um dos maiores fotógrafos de surfe (senão o maior) é Sebastian Rojas, da revista Fluir. Há cerca de 23 anos ele registra profissionalmente os melhores momentos de alguns dos melhores surfistas do mundo. Com mais de 100 capas publicadas, obviamente ele pode falar um milhão de vezes melhor do que eu sobre esse assunto. Um cara que já esteve 22 vezes no Hawaii e fotografa surfe desde que eu tenho uns 3 anos tem bagagem de sobra para isso.
Por isso, se você estiver em Curitiba no dia 25 de setembro, dê uma passadinha na Fnac do ParkShopping Barigüi. Às 19h30 o Sebastian estará participando de um bate-papo aberto ao público, promovendo o curso de fotografia que ele irá ministrar por aqui, com aulas práticas na Ilha do Mel. Tenho certeza que será bem interessante.
* Ninguém me paga nada para escrever isso, mas acho que vale a pena divulgar atitudes legais como essa. Para saber mais detalhes sobre o curso, visite o site da Portfolio Escola de Fotografia.








