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A fotografia e o surfe

Agosto 20, 2008

Segundo o blog da Lucia Malla (que é muito bacana, aliás) ontem foi o Dia Internacional da Fotografia. Como ela mesma ressalta, “uma data obscura, escolhida por sei-lá-quem, pouco conhecida e raramente celebrada - apesar da abrangência da fotografia em todas as esferas de nosso mundo atual.” Quando o assunto é surfe, então, essa esfera fica ainda maior.

O surfe moderno cresceu acompanhado da fotografia e dos filmes. É um esporte de registro, por excelência. O próprio aparecimento de alguns californianos na primeira página de um jornal, dropando uma onda enorme, foi o motor propulsor do êxodo para o Hawaii ocorrido nos anos 50. Da mesma forma, o filme Gidget atuou como grande responsável pelo crowd sem limites e a mega-popularização do surfe no início dos anos 60. É desta época também que vem alguns dos primeiros registros fotográficos do surfe, feitos por fotógrafos como John “Doc” Ball, registrando em película um estilo e uma forma de vida que funcionaria como padrão e referência por muitos e muitos anos. Some-se a isso a emoção de registrar um momento único, com todas as dificuldades envolvidas. A fotografia de surfe é complexa e difícil. Qualquer pessoa pode ter como lembrança uma bela foto jogando bola ou andando de skate, basta que alguém aperte o botão na hora certa. Mas quantas possuem uma foto sobre a prancha, descendo uma onda ou mandando uma manobra?

No Brasil, um dos maiores fotógrafos de surfe (senão o maior) é Sebastian Rojas, da revista Fluir. Há cerca de 23 anos ele registra profissionalmente os melhores momentos de alguns dos melhores surfistas do mundo. Com mais de 100 capas publicadas, obviamente ele pode falar um milhão de vezes melhor do que eu sobre esse assunto. Um cara que já esteve 22 vezes no Hawaii e fotografa surfe desde que eu tenho uns 3 anos tem bagagem de sobra para isso.

Por isso, se você estiver em Curitiba no dia 25 de setembro, dê uma passadinha na Fnac do ParkShopping Barigüi. Às 19h30 o Sebastian estará participando de um bate-papo aberto ao público, promovendo o curso de fotografia que ele irá ministrar por aqui, com aulas práticas na Ilha do Mel. Tenho certeza que será bem interessante.

* Ninguém me paga nada para escrever isso, mas acho que vale a pena divulgar atitudes legais como essa. Para saber mais detalhes sobre o curso, visite o site da Portfolio Escola de Fotografia.

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Peixe Grande

Agosto 10, 2008

Quantas pessoas, hoje, tem coragem suficiente para seguirem seus sonhos? Para abandonarem qualquer ordem coerente pré-estabelecida e fazerem apenas aquilo que as realiza e faz felizes? Meu pai teve, um dia, e nada melhor do que a data de hoje para contar essa história.

Imagine um garoto nascido no Rio de Janeiro no final dos anos 50. Filho de um médico conceituado, vivendo no auge do movimento hippie e da ditadura militar. Esse era meu pai, uma espécie de Jay Adams do Leme. Despreocupado com o mundo lá fora e com a política, cheio de vontade de se divertir e surfar. E após fazer isso durante muito tempo, todos os dias, como no filme Peixe Grande o Rio se tornou um aquário pequeno para ele. E foi assim que ele veio para o Paraná. E foi assim que descobriu a Ilha do Mel.

Não é todo dia que se encontra uma ilha inóspita, sem comércio ou carros, sem agitação, cheia de ondas. Uma ilha selvagem como aquela que todos nós que surfamos sonhamos um dia encontrar. Nesse lugar, meu pai construiu uma história. Enquanto fazia suas teses de mestrado e doutorado, surfou sozinho quase todos os dias. Construiu casas. Conheceu as famílias de pescadores, e encontrou também sua própria família. Por lá conheceu minha mãe, e foi lá que eu quase nasci. Em uma época em que não havia luz ou água encanada na Ilha do Mel, meus pais atravessaram para Paranaguá para que eu pudesse vir ao mundo com os cuidados de um hospital. E com meus 15 dias de vida estávamos todos na Ilha novamente.

Foi assim, por causa das ondas, do ambiente e das pessoas da Ilha do Mel, que meu pai definiu sua carreira e o lugar onde iria me criar. Correndo atrás de um sonho, ele acabou encontrando outros vários. Foi a recompensa por sua coragem de ser feliz, por perseguir tudo aquilo que poderia tornar sua existência melhor e mais prazerosa.

Hoje, no dia dos pais, pude almoçar com ele. Diante da idade e de uma vida mais estável, nem por isso ele deixou de manter o mesmo brilho nos olhos que um dia deve ter tido. Isso é inspirador. Ele nem sabe, mas no dia dos pais quem acabou ganhando o presente fui eu.

* Pai, eu sei que de vez em quando você procura nossos nomes no Google. Se, por acaso, você cair neste post, saiba que eu amo e admiro muito você.

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Ilha do Mel, Pt. 1

Julho 23, 2008

Quando desci da barca, um garoto que iria disputar o campeonato amador comentou: “isso aqui parece outro país”.

A Ilha do Mel é um lugar tão irreal que a sensação é de estar a milhares de quilômetros de casa. Parece impossível que um lugar tão próximo de Curitiba possa ser fora da realidade de tal maneira. Muitas vezes olha-se para o lado e o pensamento é inevitável: isso aqui poderia ser a Costa Rica, a Indonésia, o Hawaii. Nunca estive em nenhum desses lugares, mas todos eles são como a Ilha do Mel na minha imaginação. Têm a beleza da simplicidade e um tipo de descaso com o mundo.

Nada de carros, nada de televisão, nada de tênis. Apenas um quarto de pousada no meio da mata, em um lugar que mais se parece com a Vila dos Hobbits – aquela do Senhor dos Anéis. Alguns livros, o violão para distrair, um caderninho para anotar as coisas. E altas ondas. Meio metro, abrindo um monte, umas seis pessoas na água, sem vento e um sol de lascar. O dia em que pude surfar na Praia de Fora foi daqueles que não acontecem todo dia.

Aliás, esta ida para a Ilha foi marcada por “eventos bizarros”. Melhor dizendo: acontecimentos para não serem esquecidos. No meio de uma tarde, lá pelas quatro horas, um nevoeiro fortíssimo baixou na Praia de Fora, fazendo o Farol e parte do mar simplesmente desaparecerem. Ninguém na praia. Parecia que toda a Ilha estava se escondendo do mundo dentro de uma nuvem, para só voltar a existir no dia seguinte.

Então decidi subir no Farol para ver o nevoeiro “de dentro”. A subida é de fritar as pernas, e se engana quem acha que pra baixo todo santo ajuda. Os degraus da escada são inclinados e a descida é quase tão cansativa quanto a subida. Mas vale a pena. Não é sempre que se vê do alto de um morro o sol se pondo, com mar por todos os lados e baleias brincando logo ali embaixo.

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Presente de aniversário.

Junho 20, 2008

Domingo passado foi meu aniversário. Para comemorar, resolvi dar um presente a mim mesmo: fui sozinho para a praia.

É claro que a teimosia, misturada a uma boa dose de otimismo, fez com que acreditasse que o vento de Curitiba não estaria influenciando as ondas em Coroados. Afinal, são mais de 100 km de distância. Besteira. Cheguei lá e o mar estava pequeno e mexido. O vento, claro, estava forte. E a água fria.

Para muitos pode parecer a clássica visão infernal de um dia de surfe. Para mim, que fui até lá apenas para passar meu aniversário dentro do mar, estava excelente. É claro que poderia ser melhor, mas vamos concordar que a força de vontade faz milagres. Como o microtubo que aconteceu no inside, acertando o lip na minha cabeça (já que não tinha tamanho suficiente nem para dobrar). De backside, em uma esquerda cheia de areia. Com uma mão na parede e outra na borda. Com um sorriso no rosto. Nesse momento meu presente de aniversário estava ganho, e qualquer arrependimento por ter decidido ir até a praia esquecido.

E, como qualquer pessoa que ganha um presente, na volta para casa só me restava um bom sentimento de agradecimento por mais um ano podendo aproveitar tudo o que a vida tem para oferecer.

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Coincidências.

Março 19, 2008

Coincidências são para quem acredita nelas. Eu prefiro achar que os sinais recebidos devem ser admirados com a devida importância que merecem.

É uma pena não darmos mais valor a este que é um dos momentos mais brilhantes da existência. Uma coincidência é um sinal de que o grande todo, o universo, Deus (chame como quiser) está nos mandando uma mensagem muito clara de que tudo está conectado. As pessoas, os acontecimentos, os dias bons e os dias ruins. Nada na nossa vida é gratuito.

Hoje, por exemplo, aconteceu uma coisa muito interessante. Foi um dia em que acordei me sentindo mais feliz do que andava ultimamente. Muito feliz, como se uma fase ruim tivesse acabado. Abrindo minha caixa de e-mails, vi que havia uma mensagem de Rene, o maleteiro de um dos hotéis onde fiquei em Cuba e um dos amigos que fiz durante a viagem. Agora mesmo, chequei meu e-mail e encontrei uma mensagem de Giancarlo, um peruano maluco que também conheci por lá. Assim, sem aviso ou motivo aparente, recebo e-mails de duas pessoas que não tinha contato nenhum desde janeiro, que moram muito longe daqui, e que “coincidentemente” lembraram de mim e tiveram o trabalho de me escrever – justo em um dia em que estou me sentindo especialmente feliz.

Alguém me diga que coincidências não são uma coisa linda?

* Para completar, mais uma “coincidência”: as fotos que o Giancarlo me mandou são do dia em que fomos ao carnaval de Cuba. Adivinhem a roupa que eu estava usando. Exatamente. A mesma de hoje.

** Lembram que eu falei aqui que o carnaval por lá era uma coisa muito diferente? Pois bem, se quiserem dar uma olhada, atualizei com algumas fotos a galeria do Flickr.

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O lado podre das ONGs.

Março 14, 2008

Como já deu para perceber, este não é um blog só sobre surfe. Ele envolve tudo que faz parte desse universo - isso inclui viagens, mar, amizade e um tanto de coisas mais.

Entre estas outras coisas, um tema que já apareceu algumas vezes por aqui diz respeito às ONGs. Dediquei um post inteiro à Algalita e um outro à Global Garbage, porque acredito e simpatizo com o trabalho das duas. O que elas têm em comum? Ambas surgiram da vontade de pessoas que, sozinhas, em determinado momento perceberam que poderiam fazer a diferença.

Dia 03 de março, Fernando Canzian publicou em sua coluna na FolhaOnline um artigo com o título: A farra das ONG$ e o castigo de Sísifo. O que ele nos apresenta são alguns números ligados ao governo, demonstrando o lado podre de algumas organizações que deveriam existir, vejam só, com fins não-lucrativos. Segundo o jornalista, “mais de R$ 70 milhões foram destinados a amigos, doadores de campanha e parentes que comandam ONGs ligadas ao PDT.” A maioria delas tem um trabalho (ou melhor, deveria ter) voltado aos trabalhadores.

Mas o que isso tem a ver com este blog, já que política definitivamente não é algo que se faça “de chinelo”? Muito. A situação reflete o que acontece hoje com muitas ONGs ligadas aos oceanos, como já havia comentado neste post. É triste ser enganado. Também é difícil acreditar que organizações como o o Greenpeace Brasil e o Tamar funcionam mais como um negócio e menos como uma solução. O que nos resta fazer? Apoiar, divulgar e confiar em pessoas como Fabiano Prado Barreto e Charles Moore, os fundadores da Global Garbage e da Algalita. Como Sísifo, são gente que continua rolando a pedra para o alto do morro. Não se importando com quantas vezes a operação tenha que ser refeita.

Como bem observou Fernando Canzians, a eles e a todos nós “só resta enfrentar a rocha novamente”.

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O maior sanduíche que eu já vi.

Março 14, 2008

Estive em Florianópolis neste final de semana. Ao contrário do que o leitor possa pensar, nem cheguei a levar a prancha para lá. A tatuagem que comentei no post passado continua me impedindo de entrar no mar.

Sendo assim, vamos comentar outras coisas sobre Floripa. Uma delas é que existem vários bons lugares para comer na cidade. Entre os meus preferidos estão os restaurantes de frutos do mar localizados no Ribeirão da Ilha - destaque para as ostras gratinadas do Maria vai com as Ostras (comentários à parte sobre o nome do estabelecimento). Já que o local é fácil de encontrar, vamos nos concentrar em algo um pouco mais escondido.

O Hause (assim mesmo, com A) não é tão charmoso quanto o Maria vai com as Ostras ou o Ostradamus - o pessoal de Florianópolis gosta mesmo de um trocadilho envolvendo ostras. Ele também não é fácil de encontrar: fica próximo à ponte Hercílio Luz, em uma área não tão charmosa quanto o Ribeirão. Por lá a barbárie impera e a fome não tem vez. Imagine um sanduíche do tamanho de um prato, que traz em seu interior uma lata de milho e uma de ervilha. Inteiras. Um lanche tão grande que a boca inteira aberta é incapaz de abocanhá-lo. Um monstro entre duas fatias de pão. É isto que existe no Hause, sem exageros. Ou melhor, com.

* Sempre que vou ao Hause é de madrugada, depois de alguma festa pesada. Por isso nunca lembro como se escreve o nome do lugar. Se estiver errado e alguém puder corrigir eu agradeço.

** Sem fotos porque minhas pilhas recarregáveis estão ruins. Garanto que na próxima eu comprovo com imagens (se o sanduíche couber na foto :D).

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Brasileiros, os hooligans do surfe?

Março 12, 2008

Bandeiras ufanistas geralmente levam a opiniões equivocadas. Muitas vezes o sentimento nacionalista nos impede de refletir e avaliar uma opinião alheia com a importância que ela merece.

Miguel Bordalo, um dos colaboradores do blog português Ondas, publicou na semana passada um comentário de Nick Carrol, acompanhado de sua opinião - concordante - a respeito dos surfistas brasileiros no tour. Basicamente, o texto diz que os brasileiros são muito afobados nas competições, não praticam ritmo e remam como loucos nas baterias, tentando todas as ondas ao invés de esperarem o momento certo de atacar. Nick finaliza com um “slow it down, boys (…) you’ll win more heats in the bargain”.

Logo a seguir, nos comentários, alguns compatriotas acusaram Miguel de racista e preconceituoso. Vamos aos fatos: o brasileiro realmente é afobado. Também é folgado e metido a malandro. Isso vai muito além da esfera do surfe. Para cada português, peruano ou indonésio (?) que reclama dos “barulhentos” brasileiros em Punta Rocas ou Desert Point, existe uma infinidade de espanhóis, italianos, australianos e canandenses que têm a mesma opinião sobre a gente. Pior: fora da água.

Que estigma nós plantamos, que imagem criamos? A de um povo alegre porém fanfarrão? Como vamos mudar isso? Um bom primeiro passo é ouvir as críticas, pensar um pouquinho e avaliar se elas têm fundamento. A partir daí, ter atitudes concretas para reverter esta imagem é obrigação de cada um. Pelo bem da imagem do nosso país. Afinal, respeito ainda é algo com valor muito maior que palavras lançadas na internet.

* Infeliz mesmo é o primeiro comentário do texto, feito por Marcio Bill. Chama os brasileiros de vítimas do destino, buscando um lugar ao sol para ocultar a baixa auto-estima. Engraçado que nenhum dos comentaristas brasileiros tenha se atentado para isso, preferindo criticar - sem razão - o autor do post. Uma pena, já que este fato só reforça o que foi dito ali. Somos afobados, acelerados e ansiosos. Não conseguimos sentar, parar e esperar uma onda. Ou, de repente, pensar nos fatos e construir uma opinião coerente.

** O Ondas é um dos meus blogs favoritos de surfe. Recomendo a leitura, não só pela quantidade de coisa boa que há por lá, mas também por compartilharmos fortemente uma mesma opinião: a de que o surfe está longe de ser apenas pegar ondas.

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E o filme?

Março 2, 2008

Se você voltar alguns posts no tempo, vai ver que uma das intenções deste blog é acompanhar o andamento do filme que eu quero fazer.

Pois bem. Até agora não tem nada. Nenhuma cena, nenhuma edição, coisa nenhuma. O verão não ajudou com as ondas, e existe sempre o problema terrível de quem vai filmar. Deveria ser eu, afinal é meu filme, mas você há de concordar: logo no dia em que as ondas estão boas eu vou ficar na areia? :) Essa tem sido a maior dificuldade. Além disso, estou acabando uma tatuagem grande, o que tem me impedido de entrar na água e pegar sol. Aliás, não vejo a hora de acabar. Saudades do mar é foda.

Mesmo assim, continuo vendo referências, rabiscando um roteiro, escolhendo músicas… Esses dias o 70percent colocou um link para um trailer de filme bem diferente do que a gente está acostumado a ver.

E aí? É ou não é esquisitão e legal pra cacete?

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Mundo de cidades.

Março 1, 2008

Imagine se um blog conseguisse reunir vários textos sobre o mesmo assunto, postados dentro do espaço de um mês pelas mais diferentes pessoas. Essa é a idéia do Mundo de Cidades, que já está com sua primeira edição no ar.

Ontem o Goitacá, um blog de viagens e turismo, hospedou posts sobre 18 cidades do planeta. Tem coisa na Europa, no Brasil, América do Norte, América do Sul… Uma viagem de verdade por um monte de lugares legais, com visões pessoais, dicas e opiniões. Vale a pena acessar e dar uma passeada, você vai encontrar muita coisa bacana.

A idéia é que esse coletivo sempre aconteça no último dia de cada mês. Pra entender melhor como a brincadeira funciona, a Lucia Malla fez um post no blog dela. Veja lá e participe.

Ah, eu também estou no Mundo de Cidades, representando a América Central. Valeu Lucia!